A inocência da infância

Publicado por laisroncoli em

Infância, a melhor parte de nossas vidas.

A infância nós proporciona uma inocência surpreendente.

Em meio ao expediente somos surpreendidos com questionamentos incríveis e mesmo com toda experiência nossa equipe se curva mediante a inocência de uma criança.

Davi, nosso pequeno e grande voluntário, ao se deparar com a dificuldade da Lari uma de nossas atendidas ele questionou:

“- Por que ela está dormindo?”
“- Não.”
“- E por que ela fica de olhos fechados?”
“- A Lari possui um problema nos olhos, ela quase não enxerga.”
“- Como assim?”
“- Feche os olhos, está escuro?”
“- Sim.”
“- É mais ou menos assim que a Lari vê.”

Com uma carinha de espanto essa criança de apenas 4 anos me surpreendeu dizendo: 

“- Eu quero ajudar ela!”
“- Ajudar ela a que? A brincar?”
“- Não! Quero ajuda-la a ver as coisas. Como faço?”

O que responder em um momento como esse?

Surpreendida por alguns segundos não sabia o que responder, mas respirei fundo e emocionada respondi. Por que sabia que eles precisavam do meu apoio. Orientei ele dizendo que ele poderia ajuda-la brincando com ela. Sendo amigo, abraçando, beijando, dando muito amor, carinho e respeito. Imediatamente ele buscou uma caixa de brinquedos e começou a conversar com ela, ofereceu brinquedo, começou a contar historia e o coração foi ficando aliviado e retomamos as atividades.

Poucos minutos depois um novo questionamento:

“- Tia, ela não brinca..”
“- Na verdade ela não está vendo os brinquedos. Você pode ajuda-la brincando e dando os brinquedos na mão dela.”
“- Mas ela nunca vai enxergar os brinquedos e nem a mamãe dela?”
“- Ela enxerga Davi, mas só um pouquinho e com a ajuda das mãozinhas. Ela é uma amiguinha especial, como todos os outros aqui da instituição.”
“- Mas eu quero ajuda-la a ver, como faço?”

Existem questionamentos que nem o maior especialista do mundo conseguiria responder…

Ele ficou ali parado, com o olhar desamparado, que cortou meu coração.

Então respondi:

“- Quem pode ajuda-la é o médico. Por que você não ajuda ela de outra forma, dando muito amor, carinho e respeito, e quando você ver que ela não está brincando, pode ser por que o brinquedo está longe dela. Ela precisa de ajuda e você pode ajuda-la.”

Consequentemente um sorriso lindo surgiu naquele rostinho e ele voltou correndo para a amiguinha Larissa, que o recebeu com palmas. Os dois finalmente começaram a brincar e bater palmas juntos.

Com resultado surgiu uma linda e sincera amizade!

Mediante a essa situação, passaram-se alguns dias e refletimos muito sobre.

Enfim convidamos vocês a fazerem mo mesmo:

O quanto ajudamos o próximo?
Seja ele um idoso, pessoa com deficiência, animal em situação de abandono ou alguém que precise de ajuda?

Atitudes como essa podem e mudam o mundo.

O Davi nosso Voluntário Mirim começou cedo as mudanças dele.
E você? Oque faz hoje para fazer um mundo melhor?
Venha mudar o mundo conosco, faça uma visita e descubra diversas maneiras de ajudar o próximo. 


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